A promessa que fundou o Glória
Dois irmãos iam de Candeias para Goiás atrás de terra boa e pararam no meio do caminho. Um deles adoeceu; prometeram uma capela a São João Batista se ele sarasse. Sarou — e a cidade nasceu em volta da capela que pagou a promessa.
- Publicado em
- 15/09/2026
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- Assunto
- História
- Cidade
- São João Batista do Glória
Por volta de 1820, dois irmãos passaram por aqui a caminho de outro lugar.
Daniel e Joaquim Goulart tinham saído de Candeias rumo a Goiás, atrás de terra boa para plantar. Ao cruzar esta região, decidiram não seguir viagem.
A promessa
Pouco depois, um dos irmãos adoeceu com gravidade. Os dois fizeram uma promessa a São João Batista: se ele se curasse, doariam terra para erguer uma capela.
Ele se curou.
A promessa foi paga em 70 alqueires — algo em torno de 340 hectares — e a capela subiu à margem do Rio Grande. O povoado nasceu em volta dela. É essa capela que hoje é a igreja matriz da cidade.
De onde vem o "Glória"
O nome não é daqui. É de Candeias, a cidade dos irmãos, onde ficava a Igreja da Glória. Foi em homenagem a ela que o lugar passou a se chamar São João Batista da Glória — com "da", ainda.
O nome levou quase um século para assentar
- 1857 — vira distrito, primeiro de Piumhi e depois de Passos, e passa a se chamar São João do Glória.
- 1911 — adota o nome oficial de hoje: São João Batista do Glória.
- 1938 — vira distrito de Delfinópolis, município recém-criado.
- 1949 — emancipa-se.
O que os irmãos não viram
A cidade que nasceu daquela capela vive hoje das cachoeiras e do lago — e o lago não existia. A água do Rio Grande que banha o Glória subiu em 1963, mais de cem anos depois da promessa, quando a represa de Furnas ficou pronta. Essa é outra história.
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